Home Data de criação : 07/05/01 Última atualização : 11/12/21 08:31 / 264 Artigos publicados

”La musique adoucit les moeurs” – A música suaviza os costumes  (MEUS CAROS AMIGOS) escrito em quarta 21 dezembro 2011 05:31

 Recebi este filmezinho de um grande amigo. Mais uma prova do poder da Música, Musa da Paz.

 

 

O título deste blog é o texto de um provérbio francês muito antigo e este filmezinho é para acrescentar-lhe graça, levar a sorrir e a pensar. Estas vaquinhas inocentes, curiosas e finalmente conquistadas pela música são retratos de Paz. Desta paz que minha Denise e eu desejamos para todos nós neste Natal e nesta entrada do Ano Novo.

Muitos beijos e abraços a todas e todos e que nos acompanhem o Menino Jesus, sua Santa Mãe Nossa Senhora do Sagrado Coração e nosso caro São Charbel. 

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Stravinsky, o engenheiro do caos  (CAIXA DE MÚSICA) escrito em quarta 23 novembro 2011 05:27

Blog de georgeshenry :Maestro Georges Henry, Stravinsky, o engenheiro do caos

Gênio não se preocupa com as aparências

 

A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

 

O título tem um ar de brincadeira, mas não pode haver dúvida de que Stravinsky, com seu imenso gênio musical, sua erudição, sua gigantesca imaginação ficará na história como o ícone e o verdadeiro ponto de partida dos caminhos que, a partir dele, foram para a desorientação total que levou a música a situações radicais como a que certos “inventores” realizaram quando compuseram  músicas para serem lidas em partituras e exclusivamente lidas, negando-se assim, o caráter fundamental da música que consiste em sons para serem ouvidos e não notas ou até harmonias e ritmos a serem lidos: absurdo total que é. E ainda totalmente sem graça, nem interesse para quem quer que seja.

 

Stravinsky, por ser gênio, se permitiu fantasias como as de imitar, copiar, transformar, mascarar e brincar de todas as formas até produzir obras primas e verdadeiros monumentos a provocar e materializar momentos históricos. Em 1913, no Théatre des Champs-Elysées, uma das mais prestigiosas salas de concertos de Paris, todas as pessoas que tem algum conhecimento da história da música sabem que é deste dia 29 de maio de 1913 é que se iniciou a desorientação na Música. Foi com a estréia do balé encomendado a Stravinsky pelo grande Sergio Diaghilev, mestre da coreografia dos Ballets Russes de Monte Carlo. A obra foi Le Sacre du Printenps, a Sagração da Primavera, que pelas fantásticas liberdades outorgadas a si próprio pelo Stravinsky transformou essa première num pugilato geral entre o publico a favor e o público escandalizado, transformando esse dia numa data histórica para a música erudita.

 

Clique para ver: "Sacre du Pritemps"

 

 

Circus Polka


Blog de georgeshenry : Maestro Georges Henry, Stravinsky, o engenheiro do caos


 O Circus Polka foi uma encomenda de Balanchine, outro grande maître de ballet dos sempre Ballets Russes  ao Stravinsky o qual, mais uma vez mostrou a liberdade incrível que ele continuava, anos depois, tomando com a música. Até na utilização de trechos de outros compositores. É o caso da Primeira Marcha Militar de Schubert que aparece em bom pedaço não mais como simples passagens furtivas, mas sim como trecho totalmente identificável, o qual, como cúmulo de esculhambação (desculpe a vulgaridade) quando este trecho de repente, a mim, lembrou uma publicidade de rádio que eu ouvia nos meus anos de criança. Até cheguei a lembrar, ajudado nisto pelo milagroso Google, o patrocínio da marca de um produto para embelezamento da pintura dos automóveis e que tinha nome Timbler.

 

Esta Circus Polka é uma das maiores expressões de um descompromisso com a seriedade (consta a este respeito um diálogo entre Balanchine e Stravinsky em que se fala de elefantes e de bailarinas, totalmente jocoso), típico do gênio de Stravinsky, descompromisso que encorajou os compositores que se seguiram a levar a música erudita à situação hiper problemática, em todos os sentidos, em que está hoje.

 

Clique para ver: "Circus Polka"

 

 


Scherzo à la RusseBlog de georgeshenry : Maestro Georges Henry, Stravinsky, o engenheiro do caos

 

Blog de georgeshenry : Maestro Georges Henry, Stravinsky, o engenheiro do caos

Gênio não se preocupa em evidenciar suas humanas deficiências


É claro que é tarefa difícil dar em poucas linhas e poucos exemplos uma ideia de quem foi esse gigante da Música Erudita Moderna. Numa das classes de musicologia que tive com o grande professor Dorel Handman na Schola Cantorum de Paris, há disto bons anos, o grande professor nos desafiou a identificar o autor de uma peça que os cinco ou seis alunos que éramos não duvidamos em atribuir a um dos mais típicos compositores do século 17. Foi, evidentemente, uma surpresa chocante saber que havia sido uma fantasia de ninguém mais do que Igor Stravinsky

 

E para terminar esta modesta tentativa de mostrar a importância histórica de Stravinsky como engenheiro do caos ... rsrsrs, eu gostaria de reapresentar uma peça que já inclui há alguns anos atrás neste mesmo spaceblog, o Scherzo à la Russe que, ao meu ver, mostra bem a genialidade de Stravinsky no dominio da orquestração sinfônica. A riqueza da harmonização, a utilização surpreendente dos instrumentos de sopro fazendo coro com as percussões desenvolvendo algo como um swing que não é nada mais do que o balanço inebriante a sensibilizar qualquer ser humano levando-o a dançar ou, na melhor das hipóteses, sair de qualquer torpor.

 

O swing do jazz americano, quando ele é autêntico, é essa entusiasmante qualidade que transformou toda a música popular e erudita do século 20, deixando-nos a beira deste impasse nestes anos, problemático entre todos, do início do século 21.

 

Clique para ver: "Scherzo à la Russe"

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Barenboin, pianista, sem retoque...  (CAIXA DE MÚSICA) escrito em sexta 28 outubro 2011 08:50

Blog de georgeshenry :Maestro Georges Henry, Barenboin, pianista, sem retoque...

O nunca superado João Sebastian Bach (1685-1750)

 

Adorei poder lhes mostrar, caras amigas e amigos bloggers, no meu último postage o grande musicista Daniel Barenboin regendo a Orquestra Sinfônica de Viena e encantando-nos com a Marcha Radetski de Johann Strauss (o pai). Havia, nesta apresentação, o bom humor, até a alegria de uma noite, celebrando lá em Viena, um ano novo.

 

Hoje eu tenho o prazer e a emoção de poder mostrar o maestro Barenboin na sua especialidade fundamental que é o piano. Fundamental porque, para ser um pianista como ele, não há outra condição se não a de iniciar estudos muito sérios desde a mais tenra idade. É o piano que marcou a vida dele conseguindo, contudo, deixar o artista de ser o escravo total desse instrumento que exige longas horas de estudos diários, desenvolvendo o bem mais agradável métier de regente de orquestra de fama mundial, viajando nos cinco continentes e passeando sua celebridade para felicidade dele e das e dos que gostam da Música.

 

Neste blog, e para os que amam com paixão João Sebastian Bach, o pianista Daniel Barenboin vai nos deliciar com esta melodia, super ou hiper melodia (desculpe esses dois exageros que eu não deveria utilizar falando de música) tanto pela "superioridade" desta melodia em termos de inspiração quanto pela "hiper dimensão" de suas divinas volutas. Esta melodia parece-me merecer o nome, se puder falar assim, de modelo insuperável pela felicidade do seu desenvolvimento genial, que forneceu ao João Sebastian Bach a possibilidade de, após mostrar a melodia inteira e una, entrar num desenvolvimento incrível de trinta variações que o grande compositor chamou de Variações Goldberg dedicada esta obra maravilhosa a um aluno seu que com estas variações embalava as noites indormidas do seu senhor e patrão, lá no século das luzes.

 

Glenn Gould, o famosíssimo pianista canadense falecido há pouco, mostrou a perfeição destas 30 variações em gravações que, do meu lado achei, embora maravilhosas, criticáveis, por haver se lançado mão de retoques que a tecnologia de som permite hoje, transformando uma interpretação virtuosística,  numa obra quase artificial por causa da sua perfeição.

 

Ouçam essa "melodia mãe" e acompanhe (isto é para quem ama!) o som e os dedos do encantador músico e maestro Daniel Barenboin. Gravação esta, sim, sem retoques.

 

Clique aqui para ver e ouvir o vídeo

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Daniel Barenboin rege sua orquestra e, também, o público  (CAIXA DE MÚSICA) escrito em quinta 20 outubro 2011 05:14

Blog de georgeshenry :Maestro Georges Henry, Daniel Barenboin rege sua orquestra e, também, o público

Homenageada hoje por ser a primeira incentivadora e fiel seguidora dos percursos do seu tio, maestro e blogueiro, esta bela foto é da Minha Fanfan, a famosa Dona Marie do La Casserole.

 

 

Musicista como eu, primeira aluna de piano de minha Denise, no Brasil, minha querida sobrinha sugeriu, a semana passada que, para complementar o Barenboin regente, o Barenboin pianista fosse apresentado num arranjo feito pot-pourri de Astor Piazzola. Pareceu-me que ela iria preferir este Barenboin que, em lugar de lançar notas com os dedos (lembram da gentil Silvana?) dirige, além da orquestra, o próprio público com os dedos, "au doigt et à l'oeil", como dizemos em francês, "ao dedo e ao olho", enfatizando a execução de ordens a partir de um dedo em riste e de um olhar imperioso... rsrs.

 

Neste blog de hoje as belas fotos, também do YouTube, no Teatro de Viena compensam as apenas sofríveis imagens da semana passada. E, para quem tiver um ótimo fone de ouvido, o som é perfeito. Se apertar um pouco o fone contra as orelhas, como eu faço, não passará som nenhum que não seja o da orquestra. É coisa do céu!

 

Este Daniel Barenboin (que hoje se mostra um pouco brincalhão, demais para meu gosto) é um dos grandes músicos do mundo. Acabo de ouvir, interpretado por ele, a área e tema, das "Variações Goldberg" de Bach, no piano. Minha opinião é que, nesta parte lenta da obra, o grande pianista que Barenboin é tem a mesma genial e majestosa interpretação que Glenn Gould, o grande e nunca ultrapassado intérprete e especialista de João Sebastian Bach, nos deixou em CD. Se Deus quiser, o comentarei e farei ouvir, neste blog, a próxima vez para satisfazer, em grande forma, a sugestão da Fanfan e homenagear a sensibilidade musical de todas as amigas e amigos deste blog.

 

Além da interpretação de Daniel Barenboin os pianistas e não pianistas, e outras pessoas que são do ramo, verão, a semana próxima, em fotos de altíssimo nível, de muito perto, os dedos do grande maestro, o que é ajuda para acompanhar e compreender esta parte de uma das obras primas do imenso, imortal e lendário João Sebastian Bach, o maior criador de música de todos os tempos.

 

Clique aqui para ver o vídeo

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Masterclass: os segredos dum grande maestro  (CAIXA DE MÚSICA) escrito em quinta 13 outubro 2011 03:29

Blog de georgeshenry :Maestro Georges Henry, Masterclass: os segredos dum grande maestro

Daniel Barenboin é um dos raríssimos pianistas e regentes, tão famoso como instrumentista-concertista quanto extraordinário chefe de orquestra sinfônica

 

Este blog foi inspirado pela simpática e bonita podóloga (para quem não conhece a palavra, veja no Aurélio ou no Google rsrsrs) que acode à nossa casa de vez em quando e que, ao ver-me dirigindo a orquestra, no filme "Mais uma vez, maestro" me colocou, brincando, uma pergunta cheia de poesia: "O maestro de orquestra, quando rege, joga as notas em cima dos músicos?". O que ela queria saber era o que, finalmente, indicava ou sinalava os gestos dos braços, os movimentos das mãos e dos dedos. E ainda o balanço do corpo todo como habituava eu fazer, e como refiz neste filme que evocou alguns dos meus anos de chefe de orquestra na São Paulo dos anos 50.

 

Ao encontrar no You Tube a "Malagueña" de Ernesto Lecuona, por acaso, eu lembrava o maestro e compositor erudito-popular que conheci muito bem, em Cuba, nos anos 40, este músico da linhagem de Villa-Lobos, que foi o fundador da orquestra Lecuona Cuban Boys, a que me transformou de músico parisiense em músico cubano, en band-leader e cantor de canções francesas, de boleros mexicanos e de jazz, para terminar como regente de orquestra sinfônica na TV Tupi dos primeiros anos da TV brasileira.

 

Pensei que seria interessante, hoje, chamar a atenção de minhas amigas e amigos bloggers que gostam de música, sobre o grande regente Daniel Barenboin e a precisão da sua direção frente à Philarmônica de Berlim. Pensei neste chefe, admirado no mundo inteiro que não joga notas em cima dos músicos, mas como extraordinário pianista que é também - quando toca - dispensa notas pelos dedos, e aí dá razão à gentil Silvana.

 

O som deste You Tube não é dos melhores, mas mostra os segredos do gestual aqui bem claro de Barenboim e uma bela entrada da harpista, ilustre descendente das tocadoras de lira da antiga Grécia.

 

Clique aqui para ver o vídeo

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