Bonito casal de estudantes da Coréia do Sul. Como o nosso Brasil, potência emergente, a Coréia do Sul já é moderníssima por ter dado prioridade absoluta à educação.
Alguém poderá dizer que, como professor, esta é minha “fixação”! Porem!
Daqui a poucos anos, seremos no Brasil 200 milhões de pessoas. Um imenso país! Muitas mulheres e homens preparados. Mais do que preparados: inteligentíssimos! Fenômeno devido em grande parte à miscigenação. Muitas e muitos nascidos no Brasil tem pos-graduações em Faculdades nacionais ou PHD no Exterior. Muitas e muitos mais, embora sem tanta cultura específica, sabem pensar. Mas muitos milhões não pensam e nem sabem o que possa ser “o pensar”. E por que não pensam? Porque sabem pouco em pleno “era do conhecimento e das tecnologias”. Porque quase sempre sua escolaridade foi nula ou insuficiente.
O que fazer? Não há alternativa. PRIORIDADE ABSOLUTA À EDUCAÇÃO! . Desde os tempos do Padre Anchieta, sabe-se que a educação é o saber e que o saber é o pensar. Mas, desde o Padre Anchieta, nenhum governante se preocupou realmente com a educação das massas, porque sabiam que era mais fácil governar gente que não sabe pensar, ou porque cultivavam o pretexto de que educar é tarefa complicadíssima. Até hoje, a grande desculpa (evidentemente nunca explicitada) é que os organismos do setor e os especialistas não conseguem entender-se. E nunca se entenderão. Digladiam-se e perdem seu tempo e o das jovens gerações, discutindo o que pensam ser (cada um do seu lado) a mais moderna, a mais rápida, a mais barata, a mais técnica, a mais inteligente de todas as grandes e mais modernas teorias ou modos de fazer.
Que me desculpem os grandes especialistas. A única maneira é que nas escolas, às crianças, se lhes ensine a ler, a escrever e a contar. Depois: universidades, faculdades, PHDs etc são outros departamentos!
A única solução para responder às necessidades do ensino médio é considerar a importância fundamental dos professores, que, por vocação quase sempre são gente de bem, oferecer-lhes ótimos pagamentos e incentivos para que se interessem, se aperfeiçoem, se empolguem e se apaixonem, cuidando de ensinar e de amar a leitura, cuidando de valorizar a escritura bonita e de leitura fácil e agradável, cuidando de respeitar cifras, proporções e cálculos e passar para os seus alunos valores de que nunca se esquecerão. Não há uma mulher ou um homem de valor que não se lembre com emoção dos professores que lhes ensinaram os valores básicos que são o bom, o belo e a verdade. Desde a mais longínqua antiguedade!
Juro que em uma geração seremos milhões que pensam e, se tivermos a felicidade de continuarmos num país democrático, saberemos cada vez melhor escolher quem legisle, julgue e execute.
Do contrário continuaremos numa declividade lenta, com tendencia a estacionária ou com melhorias puntuais e leves em alguns itens, fenômeno que já se prolonga há decenios e que nos levará a medio prazo...à fatalidade do retrocesso.




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