O nunca superado João Sebastian Bach (1685-1750)
Adorei poder lhes mostrar, caras amigas e amigos bloggers, no meu último postage o grande musicista Daniel Barenboin regendo a Orquestra Sinfônica de Viena e encantando-nos com a Marcha Radetski de Johann Strauss (o pai). Havia, nesta apresentação, o bom humor, até a alegria de uma noite, celebrando lá em Viena, um ano novo.
Hoje eu tenho o prazer e a emoção de poder mostrar o maestro Barenboin na sua especialidade fundamental que é o piano. Fundamental porque, para ser um pianista como ele, não há outra condição se não a de iniciar estudos muito sérios desde a mais tenra idade. É o piano que marcou a vida dele conseguindo, contudo, deixar o artista de ser o escravo total desse instrumento que exige longas horas de estudos diários, desenvolvendo o bem mais agradável métier de regente de orquestra de fama mundial, viajando nos cinco continentes e passeando sua celebridade para felicidade dele e das e dos que gostam da Música.
Neste blog, e para os que amam com paixão João Sebastian Bach, o pianista Daniel Barenboin vai nos deliciar com esta melodia, super ou hiper melodia (desculpe esses dois exageros que eu não deveria utilizar falando de música) tanto pela "superioridade" desta melodia em termos de inspiração quanto pela "hiper dimensão" de suas divinas volutas. Esta melodia parece-me merecer o nome, se puder falar assim, de modelo insuperável pela felicidade do seu desenvolvimento genial, que forneceu ao João Sebastian Bach a possibilidade de, após mostrar a melodia inteira e una, entrar num desenvolvimento incrível de trinta variações que o grande compositor chamou de Variações Goldberg dedicada esta obra maravilhosa a um aluno seu que com estas variações embalava as noites indormidas do seu senhor e patrão, lá no século das luzes.
Glenn Gould, o famosíssimo pianista canadense falecido há pouco, mostrou a perfeição destas 30 variações em gravações que, do meu lado achei, embora maravilhosas, criticáveis, por haver se lançado mão de retoques que a tecnologia de som permite hoje, transformando uma interpretação virtuosística, numa obra quase artificial por causa da sua perfeição.
Ouçam essa "melodia mãe" e acompanhe (isto é para quem ama!) o som e os dedos do encantador músico e maestro Daniel Barenboin. Gravação esta, sim, sem retoques.






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