
Esta imagem
mostra bem o meio ambiente em que esses King’s Singers se
movimentam habitualmente e o nível musical desses extraordinários
comediantes que, mais do que tudo, são grandes músicos
Minhas amigas e amigos blogueiros talvez se surpreenderam
um pouco com algumas ousadias que
os artistas dessa produção de Bobby McFerrin permitiram-se
com o J.S.Bach deste DVD, do qual
estão sendo extraidas algumas pérolas.
Isto me lembra o
que me dizia um dia aquele monge de
Solesmes:" O grande e inefável amor, aquele da
fidelidade total, muitas vezes se permite liberdades e criticas em
relação a este mesmo objeto do amor que poderão chocar os
desprevenidos".
Ouçam esta
prodigiosa falta de respeito. Aparente
apenas. Por que o humorismo quando é magistral pode permitir-se liberdades como esta
que consiste em colocar letra humorística em cima de musicas
consideradas sacra e que nem foram compostas para serem cantadas
mais sim apenas tocadas com instrumentos sacros com é o organ de
tubos.
A letra é bem do
humorismo anglo-saxão, um pouco grosso
mas de muito efeito e de muito rir para quem admira e respeita mas
se permite liberdades conforme estava-se dizendo poucas linhas
antes.
Trata-se de uma
brincadeira em que se supõe Bach estar em apuros por que tinha uma
Tocata mas lhe faltava uma Fuga. Ele
foi falar da sua angustia com sua mulher que lhe aconselha com muita ternura ir para a
cama, para se recompor e poder atacar o dia seguinte com mais
idéias. Tudo com duplo sentido para quem conhece a fertilidade
desse homem que teve 17 filhos.
Como se vê a letra em inglês é cômica e beira o "grosso" mas a
musica é extraordináriamente cantada por seis homens, grandes
cantores e músicos, os famosos "King´s Singers". Mais
prodigioso ainda é que eles
cantão a capela ou seja sem nenhuma
referencia com qualquer acompanhamento ficando eles totalmente a
mercê de outra prodigiosa capacidade: sua afinação tonal quase inacreditável.
.
A mistura de
comicidade, de alta qualidade musical e do absurdo de uma tal
ficção desemboca na chamada do celular do J. S. Bach que não se
sabe por que oferece ao compositor a “fuga” que dizia
faltar-lhe.
Num dos próximos artigos eu lhes apresentarei um
prodigio de humorismo musical também. Mas esse sem o recurso de
letra. Pura musica!. É uma obra prima de
maldade rsrsrs.
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